Comme il faut: Glorioso campeão
Foi por pouco, mas foi...pena não estar lá para me confundir no meio do povo pela Avenida da Liberdade a gritar SLB!
Foi por pouco, mas foi...pena não estar lá para me confundir no meio do povo pela Avenida da Liberdade a gritar SLB!
Fumo sem fogo, afinal, Berlusconi tinha um sósia (oportunamente modificado) do seu governo dentro da cartola: Berlusconi Bis.
Apesar de já ter sido caracterizado por Fausto Bertinotti - um dos líderes da oposição -, usando uma metafóra de Calvino, como "O cavaleiro sem cabeça", Berlusconi continua agarrado às rédeas do poder, dando provas de governar mesmo "cavalgando sem cabeça". No entanto, dado o QI político do Cavalliere, talvez o futuro se perspective mais risonho....
Entre a expectativa do fumo, já há muito negro, da ruína política do governo de Berlusconi e a do fumo branco da eleição do novo papa, teve lugar a inauguração do Festival Internacional de Fotografia de Roma. O seu objecto temático é o Oriente do séc. XX -Japão, China, Índia e Rússia - visto por "objectivas" heterogéneas que entretecem um diálogo de olhares entre os nativos do Oriente e os estrangeiros do Ocidente. Fotografias que nos fazem entrar na espiral do olhar do mesmo e do outro, na permanente busca da presumível identidade espácio-temporal de um indivíduo, de um lugar, de um objecto, de uma cultura, de um acontecimento, de um fenómeno. Por outras palavras, fotografias hermesianas da «misteriosa» deiscência das coisas que nos projectam para o universo simbólico do Oriente através de um «álbum» de emoções visuais.
Este evento estará patente até 15 de Junho em vários museus, galerias, livrarias e em outros espaços da cidade eterna.
Mas pode sempre fazer-se uma visita virtual a um «álbum» , ainda que reduzido, das imensas fotos que compõem este Festival de Fotografia.
Muere lentamente quien se transforma en esclavo del hábito,
repitiendo todos los días los mismos trayectos,
quien no cambia de marca,
no arriesga vestir un color nuevo
y no le habla a quien no conoce.
Muere lentamente quien hace de la televisión su gurú.
Muere lentamente quien evita una pasión,
quien prefiere el negro sobre blanco
y los puntos sobre las "íes" a un remolino de emociones,
justamente las que rescatan el brillo de los ojos, sonrisas de los
bostezos, corazones a los tropiezos y sentimientos.
Muere lentamente quien no voltea la mesa cuando está infeliz en el
trabajo,
quien no arriesga lo cierto por lo incierto para ir detrás de un sueño,
quien no se permite por lo menos una vez en la vida,
huir de los consejos sensatos.
Muere lentamente quien no viaja, quien no lee, quien no oye música,
quien no encuentra gracia en si mismo.
Muere lentamente quien destruye su amor propio, quien no se deja
ayudar.
Muere lentamente, quien pasa los días
quejándose de su mala suerte o de la lluvia incesante.
Muere lentamente, quien abandona un proyecto antes de iniciarlo,
no preguntando de un asunto que desconoce
o no respondiendo cuando le indagan sobre algo que sabe.
Evitemos la muerte en suaves cuotas, recordando siempre que estar vivo
exige un esfuerzo mucho mayor que el simple hecho de respirar.
Solamente la ardiente paciencia hará
que conquistemos una espléndida felicidad.
Pablo Neruda
Parece que o império berlusconiano entrou na sua parábola descendente...perspectiva-se a reposição da democracia em terras itálicas.

Tudo começou há oito dias, quando as condições de saúde do Papa João Paulo II se agravaram irremediavelmente ditando a sua morte dois dias depois. Romaria à Praça de S. Pedro. Romaria essa constituída por raças, credos, estratos sociais e etários o mais heterogéneos possíveis, um fio humano entrançado com texturas e reflexos cromáticos diversos. Em vez de sublinhar a veia conservadora ou progressista da política religiosa de João Paulo II ao longo do seu pontificado, prefiro condensar a sua imagem incontornável no panorama mundial do século XX e do dealbar do século XXI, numa única palavra: Amor, amor ao próximo, amor à vida. Amor que se confronta com a diferença, mas que nem por isso se afasta, pelo contrário, congrega a multiplicidade diversa na unidade universal do Amor. Por outras palavras, a Universalidade da diferença. A universalidade da figura de Wojtyla não é tanto fruto do seu título de Papa, descendente de Pedro, mas antes o contrário: o Papa tornou-se mais universal graças ao Amor de Wojtyla pela humanidade.
No fundo a multidão que envolve a Basílica de S. Pedro é o quadro que melhor reflecte a dimensão humana de João Paulo II. As suas palavras, os seus gestos não chegaram apenas aos católicos, mas a todos os homens, fiéis ou infiéis.
Os bastidores da fila
P.S.No entanto, não posso deixar de referir o carácter desumano da fila para prestar a última homenagem a João Paulo II. Eu, ao longo de 12 horas, fiz parte desse fio humano que rumava à Basílica - um desafio a mim mesma que evito a multidão. E devo dizer que (alguns) jovens são os que têm uma menor resistência física e mental, mas em contrapartida, uma "maior" má educação . Querem estar confortáveis no meio da multidão, querem ter liberdade de movimento quando no fundo a tiram a outro que lhe está ao lado, querem ver o papa a todo o custo. E não há como o povo italiano - os polacos não se ficam atrás, falando um italiano de fazer inveja - para se queixar e, se for preciso, protagonizar um bate-boca , esquecendo-se da suposta fé, ou simples respeito e admiração, que o levou até ali. Em certos momentos do longo percurso, serpenteado, pelas ruas adjacentes à rua da Conciliação, convivi com pessoas civilizadas, mas em outros momentos, fui "atacada" por jovens que tinham se apoiar em alguém ao descer uma escada, nomeadamente uma esbelta rapariga - que deveria rondar os 100 Kg - que se decidiu apoiar em mim (por pouco não torci, pela segunda vez, o meu pé esquerdo), dizendo-me, em tom autoritário depois de quase me ter esmagado, que tinha de se apoiar em alguém senão caía, não se lembrando que quem poderia cair era eu - um grande exemplo do amor ao próximo!
Pais, que no egoismo da sua "fé", levavam crianças de colo, sabendo que não havia corredores especiais, crianças obviamente exaustas após um percurso de 12 horas. As outras que podiam caminhar, andavam a toque de caixa.
Talvez a organização pudesse ter feito algo nesse sentido e, principalmente, no que diz respeito a deficientes motores que se viram impossibilitados de prestar homenagem ao seu papa (pelo menos pelo que pude constatar, com algumas excepções).
Mas deixo aqui o meu elogio à compostura de pessoas jovens, de meia-idade e mais idosas, um exemplo de paciência, fé e resignação, no seu percurso "sofrido" até à Basílica de S. Pedro. Sempre com um sorriso nos lábios e um olhar sereno. Talvez estes queiram verdadeiramente prestar homenagem a João Paulo II. Se todos tivessem a mesma intenção, a fila não seria certamente desumana.
O teatro Scala de Milão, reabriu "em grande" - como diria o João -, há poucas horas, com 'L'europa riconusciuta" de Salieri sob a direcção de Ricardo Muti, cheia de carga simbólica já que a interpretação desta obra inaugurara o teatro em 1778. Segundo La repubblica, foi uma reinauguração com a casa cheia e 15 minutos de eufóricos aplausos. Nem sequer faltaram manifestações dos no-global nas imediações do teatro, bem como da companhia de bailado que protestou contra os limites para idade da reforma.Que pena, gostaria de ter revisto o Scala restaurado e em apoteose, mas tenho de me contentar com a bellissima e sucinta externação de Berlusconi em conversa com as personalidades estrangeiras presentes no evento:"Bello, vero? It's wonderful. Vero?"
Palavras, para quê?
Em momentos de crise, a razão presta sempre contas a si pópria, veja-se a Crítica da Razão Pura de Kant e, mais recentemente, a Crítica da Razão Cínica de Sloterdjik. Parece chegada a hora de um notável português brilhar e marcar indelevelmente o pensamento filosófico actual: Pedro santana Lopes, Primeiro-ministro português"demitido", estará cocupado, nos próximos tempos, a escrever a Crítica da Razão Incubada.
P.s. O braço-direito de Santana Lopes acabou de se demitir das funções de capataz in da "Quinta das Celebridades", a tia Cinha ou se quisermos a Santanette vintage, precisamente, para o apoiar a criar a sua imagem de Intelectual, já que a de Tio Populista não resultou e, quem sabe, vir a participar num reality show de intelectuais in após o êxito estrondoso que terá o seu ensaio sobre a grande metáfora da razão: a incubação.